Sede FATMA/FAPESC

Local
Florianópolis, Brasil
Ano
2012
Descrição

Ao encararmos o desafio de pro­jetar a nova sede para as instituições FATMA e FAPESC decidimos primeira­mente questionar a tipologia da base e torre monolíticas induzidas pela legis­lação vigente. Qual a relação que este tipo de edifício estabelece com a cida­de, seja em termos de apropriações e urbanidade, seja em termos da relação com a paisagem? 

Todo edifício é uma interferência na cidade. Nesse raciocínio, entende­mos que todo edifício tem potencial para melhorar a cidade e sua paisagem. Guiamo-nos pela noção de que as so­luções ambientalmente responsáveis não podem se limitar ao edifício em si. Elas devem repercutir nos espaços cir­cundantes, melhorando o dia a dia dos usuários e também de seus vizinhos e transeuntes. 

Nosso conceito é de dispersão da massa edificada. Desconstruímos a vo­lumetria padrão e a espalhamos em di­ferentes orientações e níveis. Com isso criamos uma porosidade que entrelaça o edifício com a paisagem e serve de base à urbanidade que desejamos ge­rar.

A torre desconstruída gera vazios e possibilita que partes do prédio es­tabeleçam relações visuais entre si. A porosidade da arquitetura proposta cria passagens, estares e espaços de con­templação. Esses espaços qualificam o dia a dia dos usuários e convidam os vizinhos a compartilhar vivências.

A volumetria complexa permite que o prédio veja a si mesmo e à topo­grafia acidentada do terreno, manten­do aos usuários a percepção de onde se está, aumentando o senso de orien­tação e as possibilidades de encontro. Optamos por reverenciar o genius loci.

Autoria: Eduardo Westphal e Júlia Kosciuk em co-autoria com André Amorim, André Stahnke, Antônio Couto Nunes, Felipe Finger, Rafael Linsmeyer e Sandra Flach. Colaboração de Bianca Coelho